Artigo: O poder e a mensagem do Evangelho



Por Paul Washer
"Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou." (Lucas 24.5-6) "e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade" (Romanos 1.4) "o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação." (Romanos 4.25)


No capítulo 21, fecharam-se as cortinas sobre o Filho de Deus com sua execução na cruz romana. Ele carregou os pecados do seu povo, sofreu a ira de Deus e entregou seu espírito.[1] Mas esse não foi o fim. Juntamo-nos aos primeiros cristãos dos séculos passados em alegria e confiadamente proclamamos: "Ele ressuscitou! Ele realmente ressuscitou!"

A ressurreição histórica de Jesus Cristo é um dos principais pilares da fé cristã. Se uma pessoa não crê nesse fato, ela não é cristã. Sem proclamar esse fato, o evangelho não foi pregado. Portanto, qualquer pregador, teólogo, escriba ou (o suposto) profeta que não afirma resolutamente a ressurreição física e histórica de Jesus não tem nada para falar a igreja. Não precisamos aprender deles, entendê-los ou trazê-los à comunhão. Eles não são cristãos.

Talvez houve uma era dourada do cristianismo onde tais severas advertências sobre a ressurreição de Cristo não eram necessárias, mas infelizmente, não é mais o caso. A ressurreição está posicionada na linha de frente da guerra pelo evangelho e recebe as maiores investidas do inimigo. O diabo sabe bem que todo o cristianismo permanece de pé ou cai dependendo dessa doutrina. Portanto, seu alvo primário é a sua negação. Se não a consegue, o inimigo se contenta quando aqueles que buscam ser mais ecumênicos tratam a ressurreição como algo não essencial, e ele também se agrada quando aqueles que verdadeiramente creem negligenciam a ressurreição em sua proclamação do evangelho.

As maiores doutrinas do Cristianismo sempre estiveram sob ataque por todos os lados e a ressurreição não é uma exceção. Contudo, a singularidade da nossa era reside em que os araques mais perigosos agora vêm daqueles que clamam ser completamente cristãos e até mesmo evangélicos. Eles não negam a ressurreição explicitamente, e talvez até a afirmem convictamente para si mesmos. Mas eles não requerem tal convicção de outros, nem sustentam que ela seja uma doutrina essencial para se ingressar no cristianismo. Escolheram uma falsa forma de tolerância que se sobrepõe a verdade e uma compaixão distorcida pela humanidade que se sobrepõe ao termo do Senhor e à fidelidade às Escrituras. Como Judas, eles beijaram o Salvador fingindo lhe prestar homenagem, mas o traíram.

Negar a ressurreição de Cristo – ou até tratá-la como não essencial – devasta o cristianismo genuíno. Contudo, aqueles de nós que creem na doutrina e buscam proclamar fielmente o evangelho também podem praticar um mal menor: negligenciar dar a ressurreição seu lugar de direito em nossa pregação. Essa grande doutrina não é só um adendo que colocamos em nosso extenso sermão sobre a cruz, mas deve-se considerá-la de igual importância. Uma pesquisa completa das pregações dos apóstolos no livro de Atos mostrará que a ressurreição de Jesus Cristo era o tema primário do evangelho dele. Não era uma mensagem tirada do armário uma vez por ano, no domingo de Páscoa. Era o incansável canto da vitória da igreja primitiva!


É importante ter em mente que o debate que se trava contra o cristianismo e o evangelho não é sobre a historicidade da morte de Cristo. Somente pseudointelectuais embevecidos em um delírio pós-moderno, ignorantes do método histórico, negaria que houve um homem chamado Jesus de Nazaré que viveu na Palestina e morreu sob o reinado de Pôncio Pilatos. A disputa é sobre a ressurreição. Assim, a ressurreição é tão escandalosa como a cruz e deve ser proclamada com igual profundidade e intensidade. Se dermos maior ênfase na proclamação da ressurreição, teremos um evangelho mais bíblico e testemunharemos uma demonstração maior do poder do evangelho.


Em Cristo,
Paul Washer

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/09/a-ressurreicao-de-jesus-cristo-paul-washer-2226/




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