Artigo: Qual a melhor oferta?



Deus procura Adoradores que o adorem em espírito e em verdade, pessoas que buscam apresentar a Ele o melhor de suas vidas. A palavra é enfática quando afirma; "Ele procura adoradores", entendemos que só se procura algo, que num primeiro momento está oculto ou é difícil de encontrar. No texto do Evangelho de João cap. 04 são apresentados de forma intrínseca dois tipos de adoradores, os Verdadeiros e os Falsos. Veja que o Senhor não procura adoração! Ele procura aquele adorador que lhe agrade, que não corrompa a sua oferta e que acima de tudo o tenha como centro de tudo (Lucas 10:27).

Não há como separar o adorador da adoração, o ofertante da oferta, pois ambos estão ligados no instante da oferenda. Nesta perspectiva devemos ofertar aquilo que temos de melhor, aquilo que nos é sacrificial. Davi já dizia; "não ofertarei a Deus sacrifícios que não me custem nada" (II Samuel 24:24). Por isso a motivação de quem oferta deve estar em concordância com a palavra, ponto este primordial em qualquer ato relacional com Deus. Motivação significa exposição dos motivos, no âmbito da entrega, aquilo que serve de inspiração, estímulo, incentivo. Podemos citar um caso bíblico sobre a oferta e o ofertante, Gênesis cap. 04 Caim e Abel.


Características:

- Eram irmãos;

- Trabalhavam no campo;

- Ambos trouxeram uma oferta apropriada à sua vocação.


São Características que os tornam idênticos, mas estas semelhanças param por aí. Aparentemente existem ofertas, que aos olhos humanos são perfeitas, tudo está correto, todos os ritos foram seguidos, "não tem como dá errado"! No entanto, existe um ponto fundamental que é "a aceitação" por parte de Deus. Alguns teólogos creem que Deus não aceitou a oferta de Caim, devido ao sacrifício que o mesmo apresentou, pois não continha sangue. É importante ressaltar que as duas ofertas eram aceitas por Deus. Tanto o cordeiro como os frutos do Campo. (Lv 2:1, 23:9-14). Mas o que levou a reprovação da oferta e de quem a ofertou?


I Sm 16:07
"O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração."


Sobre as ofertas:

- A oferta de Caim representa o auto-esforço, o mérito humano, que parece bom aos nossos olhos, mas não é aceitável diante de Deus.

- A oferta de Abel representa o ápice do seu amor para com Deus. Veja que ele ofereceu das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Abel trouxera ao Senhor o primeiro e o melhor do seu rebanho.


I Sm 16:07
"Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala."


Podemos fazer grandes obras, mas se os nossos motivos não forem espirituais e verdadeiros, tais obras não agradarão a Deus.


Qual é a sua motivação?

Vale ressaltar que não estão em foco apenas as ofertas, vemos a ênfase nos ofertantes também (Caim e Abel): "Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo de Caim e de sua oferta não lhe agradou" (Genesis. 4:4-5). A nossa adoração a Deus tem que ser um fruto genuíno de amor, tudo que apresentamos a Ele deve passar pelo crivo da excelência do que podemos lhe oferecer.

A melhor oferta nesta situação não estava ligada ao valor propriamente dito, mas da intenção de honrá-lo com o melhor, dando-lhe a primazia, o lugar de destaque, a Glória. Muitas vezes temos a impressão de que quanto mais cara for à oferta mais perfeita ela é, este não pode ser o nosso parâmetro. Vemos no Evangelho de Marcos capítulo 12 a oferta de uma viúva pobre, sua oferta foi aos olhos de Jesus a maior naquele momento, pois todos deram daquilo que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento.

Com certeza muitas pessoas deram valores altos, ofertas que poderiam chamar a atenção dos sacerdotes, mas não houve maior oferta do que a da Viúva. Verso 42: "lançou dois leptons, que valiam um quadrante". O lépton era a menor moeda grega, era feita de cobre, moeda de pouquíssimo valor, talvez na hora de se usar esta moeda pouca coisa se faria com ela. Foi exatamente a oferta que serviu de exemplo aos discípulos de Jesus.


Que as nossas ofertas possam seguir os parâmetros bíblicos, sabendo que não são elas apenas que determinam a aceitação, mas sim a nossa vida e motivação em oferecer o melhor a Deus.


Em Cristo,
Bruno Nakakura.

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